Sintomas específicos:
Libido reduzida
Diminuição das ereções espontâneas
Disfunção erétil
Sintomas menos específicos:
Energia diminuída
Diminuição da força muscular
Humor baixo
Concentração diminuída
Ondas de calor
Sinais:
Perda de pelos do corpo
Aumento de gordura corporal e/ou abdominal
Diminuição do volume testicular
Para confirmação do diagnóstico, é necessária a medição da testosterona no sangue, realizada pela manhã.
Modificação do estilo de vida e o impacto na testosterona
A adoção de hábitos de vida saudáveis deve ser estimulada em todos os pacientes com deficiência de testosterona.
Sabe-se que excesso de peso, especialmente a obesidade, está associado a baixos níveis de testosterona e disfunção erétil.
O Estudo EMAS (European Male Ageing Study) avaliou 2.736 homens e identificou aumento significativo dos níveis de testosterona após a redução de 5% do peso corporal.
Quem não pode fazer uso de testosterona?
Nem todos os homens podem utilizar a reposição de testosterona. Conheça as condições que contra-indicam o uso devido ao alto risco associado:
Neoplasia de próstata ou de mama
Sintomas do trato urinário inferior graves associados à hiperplasia prostática benigna
Hematócrito > 48%
Apneia do sono grave
Insuficiência cardíaca congestiva descompensada
Infarto agudo do miocárdio ou AVC nos últimos 6 meses
Risco aumentado para formação de trombos (trombofilias)
Hipogonadismo masculino funcional vs orgânico
Nem todo hipogonadismo, ou seja, quadro de baixa produção de testosterona, é igual. Devem ser diferenciados dois tipos:
Orgânico: envolve anomalias estruturais ou genéticas que afetam os testículos ou o eixo hipotálamo-hipofisário.
Funcional: refere-se às condições reversíveis do déficit de testosterona, com principais causas como:
Obesidade
Diabetes
Síndrome metabólica
Uso de medicamentos (antidepressivos, opioides)
O correto diagnóstico da etiologia do hipogonadismo é fundamental para a escolha do tratamento adequado.
Quais os benefícios posso ter com a reposição hormonal com testosterona?
Quando a reposição hormonal é bem indicada e acompanhada de forma adequada, é um tratamento seguro e extremamente benéfico.
Além dos benefícios na esfera sexual, como melhora da libido e performance sexual, há muitos benefícios para o corpo e a mente, incluindo:
Melhora de massa e força muscular
Perda de gordura
Aumento da densidade óssea
Melhora da vitalidade, energia e humor
Terapia de reposição com testosterona: quais as opções disponíveis?
No Brasil, temos duas formas principais para reposição de testosterona:
Transdérmica (cutânea): aplicação de gel na pele, 1x ao dia, pela manhã.
Intramuscular: com periodicidade variável, dependendo do tipo de testosterona utilizada.
A escolha da via e da dose de testosterona deve ser individualizada conforme as características de cada paciente.
E não se esqueça: o acompanhamento médico é fundamental para que a reposição seja segura e bem-sucedida.
O uso de testosterona pode afetar minha fertilidade?
Sim. O uso de testosterona e seus derivados pode prejudicar a fertilidade, pois induz um mecanismo de feedback negativo, suprimindo a liberação de FSH e LH, e, consequentemente, inibindo a produção de espermatozoides pelos testículos.
Para homens que já usaram testosterona e desejam recuperar a fertilidade, a principal medida é suspender o uso. O tempo de recuperação pode variar de 4 a 6 meses, podendo se estender até 3 anos. Em até 20% dos casos, infelizmente, a fertilidade não pode ser recuperada.
Existem outras estratégias de tratamento para aumentar a testosterona e preservar a fertilidade, como:
Mudança de hábitos de vida
Uso de moduladores seletivos dos receptores de estrogênio
Uso de inibidores da aromatase
Uso de gonadotrofina coriônica/FSH
Tratamentos combinados


